Prado em Lisboa, made in Portugal

Prado em Lisboa

Eu adoro museus e adoro as lojas dos museus. De onde quer que vá, trago sempre qualquer coisa, nem que seja um lápis.

A minha filha já ganhou o gostinho e juro [não é tanga ;)] que se delicia também com a arte.

A capa do meu iPad foi comprada em Amesterdão, tenho cadernos de todos os museus onde já fui, livros, o meu mini-espelho, as canetas e os lápis… 

Fico mesmo feliz quando uma empresa portuguesa, da qual, ainda por cima, me lembro bem dos tempos da Expo’98, desenha e produz todos aqueles produtos de sonho para grandes museus em Paris, Londres ou Madrid.

Agora, a Artwear desenhou e produziu a linha de merchandising para a exposição que acabou de estrear no Museu Nacional de Arte Antiga: O Prado em Lisboa. E é linda ❤

“As ruas comerciais das cidades são hoje iguais a corredores dos aeroportos”

Lisboa -  Catarina Portas

Entrevista publicada no Dinheiro Vivo
Entrevista feita com Hugo Neutel
Fotografia de Gerardo Santos/Global Imagens

Fez chapéus, foi jornalista durante quase 20 anos – começou aos 19 anos -, passou pelas rádios jornais e televisões, mas, em 2004, lançou-se no mundo dos negócios. Catarina Portas criou uma das marcas mais reconhecidas no contexto das PME: A Vida Portuguesa, que se dedica a vender produtos nacionais antigos. Mais tarde virou-se para os quiosques tradicionais de Lisboa. Recuperou os quiosques e as receitas das bebidas de época que lá se vendem. Em Dezembro de 2009, foi escolhida pela revista britânica Monocle, um dos 20 nomes, a nível mundial, que merecem um palco maior e, um ano mais tarde, integrou a lista de talentos globais que ditam as tendências do futuro da revista Wallpaper. É também irmã do vice-primeiro-ministro Paulo Portas.

Esta sexta-feira foi dia de festa do lançamento da loja A Vida Portuguesa, no Intendente, com uma área de 500 m2. Qual foi o investimento e quantos empregos criou?
Primeiro, é uma aventura, nesta altura, neste contexto e nesta zona da cidade. Não era previsível que uma loja deste tamanho e desta envergadura nascesse, talvez por isso me tenha dado tanto gozo fazê-la. Mas sim, isto significa para A Vida Portuguesa e para mim, um encadeamento lógico, porque estamos a vender mais marcas. Agora estamos a ir para a área de casa. Sempre me pareceu que esse seria o caminho. Aumentámos bastante a equipa, temos, neste momento, mais nove pessoas.

Quantas pessoas tem a equipa?
Se contarmos com a loja do Porto, que é uma sociedade com a Ach Brito, no mês passado, paguei 26 salários d’A Vida Portuguesa.

Qual foi o investimento na loja do Intendente?
Cerca de 130 mil euros.

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Já se sente a falta de Gaspar

Opinião

 

Texto publicado no Dinheiro Vivo

Nota-se a falta de Vítor Gaspar.

De facto, jamais o ex-ministro das Finanças iniciaria com a troika a discussão sobre a flexibilização das metas do défice orçamental para 2014 – de 4% para 4,5% -, assim, em público, numa comissão parlamentar, antes de mais uma avaliação regular ao programa da troika, e sem antes falar com os seus interlocutores diretos.

E Paulo Portas, o novo vice-primeiro-ministro deste Governo, assim começou, em frente aos deputados da comissão parlamentar de acompanhamento às medidas do programa de assistência económica e financeira: “O Governo continua a pensar que a meta de 4,5% para o défice de 2014 é a mais adequada”, frisou Portas.

Assim, com a ministra das Finanças ao seu lado, a mesma que supostamente terá motivado, em julho, a sua demissão “irrevogável”, esta, a que abriu a crise política que fez disparar os juros da dívida pública portuguesa, a mesma que teve custos sérios na credibilidade externa de Portugal, a tal que agora é usada pelos responsáveis europeus para relembrar a importância extrema do caminho da consolidação orçamental. 

Nada de surpreendente até aqui. Sim, já sabíamos que Portas e Gaspar estavam longe de ser almas gémeas. Não parecem, nem são.

A verdade é que o Governo mudou com a saída de Vítor Gaspar e a promoção de Paulo Portas, que, enquanto vice-primeiro-ministro, passou a ter a pasta das relações com a troika.

E esse facto ficou visível esta semana com o episódio à volta da meta do défice para 2014. O Governo deixou de ter uma posição de absoluta sujeição aos credores para passar a reclamar alguma flexibilização das metas do programa de ajustamento português. 

A oitava e nona avaliações só arrancam dia 16, a discussão à volta da meta do défice para 2014 só agora começou, ainda falta cumprir os 5,5% de 2013, com todos os seus imponderáveis, Portas é um político nato, sequioso de protagonismo depois da irrevogável bodega que fez este verão, os credores já reagiram como qualquer bom credor – espernearam perante a flexibilização -, desconhecem-se os resultados desta táctica mais descarada de negociação de novas metas, mas há que tentar aliviar o programa, tentar conseguir agora aquilo que Gaspar nunca tentou, ou seja, reduzir a pressão sobre a economia.

Não nos queremos desviar da austeridade, do caminho da consolidação, caros credores, pretendemos apenas, desapertar ligeiramente, neste caso, meio ponto percentual, qualquer coisa como 800 milhões de euros, o garrote. Acham muito?!

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A maravilhosa técnica do auto-retrato

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Hoje foi dia de entrevista e tenho um palpite que, também neste assunto, aquela velha máxima do não deves voltar aos sítios onde já foste feliz se aplica mesmo bem. Até o telemóvel do entrevistado tocou a meio – Nothing compares to you; Sinead O’Connor. A sério! Enfim, agora é editar e sábado sai. Não estarei por cá. Se até lá dominar a técnica do auto-retrato, poderia partilhar parte do que será a nossa Amesterdão até ao Natal. Sim, porque, por vezes, também faço parte dos que gostam de mostrar por onde andam e o que fazem. Foi isso que uma agência de publicidade apanhou e quis mostrar numa campanha onde manipulou no Photoshop ícones da fotografia para conseguir este efeito auto-retrato. E lá está o sempre bem posicionado bracinho. Encontrado aqui

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Medo

JapãoAversão aoRisco

Illustration by Dorothy Gambrell/Bloomberg Businessweek

Hoje, ficámos a saber que o Governo se prepara para avançar com uma indemnização de 12 dias por cada ano de trabalho (e podiam ser 9, foram de uma simpatia!), em caso de despedimento. Isto para, diz o Governo, nos aproximarmos da média da União Europeia. 

Ora, como é que querem que alguém arrisque, aposte, empreenda, faça?! Uma pessoa que trabalhe numa empresa há três anos sai com um salário no bolso e vai para o subsídio desemprego ganhar misérias. Daqui a nada, estamos todos como os japoneses, onde ninguém mexe uma palha só de pensar que existe um grama de incerteza (73% dizem-se avessos ao risco).

Japan’s Fear of Risk Is Getting Dangerous