Ponto de situação

Um ponto de situação depois de uma ida e volta, ontem, à Maia para uma entrevista.
Fui hoje, 42 dias depois, tirar o gesso, trouxe uma tala, mas já dá para tomar banho, besuntar de creme, correr (“não corre com os braços, pois não?!”), conduzir e tudo e tudo, desde que não doa. O braço está uma miséria, parece um bracito do Gollum, mas já trato dele.

Braço

De resto, tudo nice, um fim de semana a pastelar.
O jantar no Eleven – carta do Chef Miguel Laffan – estava maravilhoso, como se pode ver.
Dia 22 deste mês, será Joachim Koerper a ir ao L’And, em Montemor-o-Novo. Uma questão de estrelas, como escrevi aqui e aqui.

Eleven1

Eleven2

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Tenho uma data

braço

Hoje fui ao ortopedista e fiquei a saber que, provavelmente, dia 11 de fevereiro ficarei livre deste gesso, que depois terei que fazer fisioterapia, mas que está tudo a correr bem e que, provavelmente, dia 11 já brindarei com a mão direita. Ele não imagina, mas a simples mudança da ligadura (estava meio nojenta), o seu ar de médico bom, a segurança com que disse que está tudo a correr bem e a determinação de um objetivo deu-me cá um conforto daqueles… Bom dia ❤

melhor_do_meu_dia_on

Coisas (ir)relevantes

tattoo

Preocupações de uma mulher que partiu o pulso direito:

– Como é que vou pintar o meu cabelo com o meu vermelho ardente, pois os meus brancos de charme começam a dar o ar de sua graça?
– Como é que vou conseguir passar tanto tempo sem poder correr… se pudesse, até debaixo de chuva!
– Quando conseguirei voltar a dormir de barriga para baixo, com o braço debaixo da almofada? (uma vantagem é que agora acordo com a cara menos amassada!)
– Quando voltarei a ver novamente a minha linda tattoo?
– Quando poderei voltar a pegar na Aurora ao colo e dar-lhe a papa? (Ainda não será este sábado)
– Desejosa de poder conduzir!!!!!!!
– Conseguir vestir um soutien sozinha e voltar a usar ténis e outros sapatos com atacadores
– Desejosa de pegar na caneta e na câmara!
– E voltar a comer sem parecer um a monga. Cortar a comida, o pão, barrar a torrada, aiiiiiiiiiiiiiiiii!

(lista em construção)

Partido!

imageEscrevo com a mão esquerda (já vão perceber porquê), pelo que isto pode dar porcaria, ainda que não tenha batido com a cabeça. Tive uma noite de passagem de ano, digamos, lixada. Ainda antes da sobremesa, fui para a porta do restaurante para conseguir falar ao telefone, desejos para cá, beijinhos para lá, escorreguei com as p…s das minhas lindas botas Fly (motard, sem saltos) na c..rona da calçada portuguesa toda molhada. Senti logo uma dor do caraças e, pior, a impossibilidade de mexer o pulso. Bem, mas uma pessoa não acredita que não passe e a verdade é que, confirmo, tenho uma resistência à dor muito grande, sou uma forte, é o que é. Não, não caí à conta da ingestão de cenas!!! Percebemos ali que a festa continuaria, mas em casa. Sem stresses. Conseguimos que a central nos atendesse e enviasse um táxi, uma hora e tal depois, mas o alívio e aquela sensação do “eixxxx ganda sorte” durou pouco, porque rapidamente percebemos que nenhum de nós tinha chave de casa. Eram quase três da manhã. Cheguei a pensar em f…. o orçamento do mês com uma noite no Pestana apalace, ali mesmo ao lado, mas um dos nossos cinco vizinhos estava a chegar a casa no exato momento em que pagávamos ao motorista. A primeira etapa estava cumprida, já não dormiríamos ao relento. Entretanto, a dor não passava. Subimos e tentámos abrir a porta com aquelas coisas que dizem que funciona, tipo BI, mas, parecia que sim, mas não. Ai, o Pestana deve ser uma pipa! Último grito, e se fossemos pedir aos mesmos vizinhos um Raio X?! Quando vi aquele estalido da fechadura nem queria acreditar, era mesmo uma sortuda, home sweet home! Tentei esquecer, mas não deu, a estúpida da dor não dava sinais de passar. Indecisões à volta de chamar ou não médico a casa, lá para as 4 e tal partimos, com as chaves no bolso, para a Cuf, aí havia raio X. As urgências estavam às moscas, acordei a açoreana, endocrinologista e especialista em nutrição, que estava de banco. Radiografia só de manhã, que a técnica vive no outro lado do rio. Mas partido, não me parece, mexia os dedos e tal. Levei com uns opiáceos na veia e uma hora depois estava de regresso a casa com o compromisso de voltar umas horas depois para fazer o raio X. Dormimos e lá para as três (da tarde) estávamos novamente a caminho do hospital. Juro que pensei lá não voltar, já tinha a receita com os comprimidos para as dores, mas antecipava uma missa aqui do marido. Raio X feito e a mesma convicção, partido não deve estar, devido à mobilidade, aquilo até tinha melhorado com uma tala elástica toda xpto. Aldrabice, partido e bem partido, o pulso, estou toda engessada, e só na segunda é que ficarei a saber se não terei que ser operada. Agora, isto serão pelo menos oito semanas assim, maneta da mão direita. O simples ato de desenroscar a tampa da pasta de dentes dá trabalho. E nem quero pensar no banho (hoje não tomei, gosto sempre de um dia de jaguncice e não havia melhor desculpa). Bem, é um mundo novo, descobrir novas perspectivas e como dizia um amigo meu, há um ditado beirão que diz: “se partes o pulso no réveillon, o ano vai ser bom, bom”. Pronto, por aqui, esta tudo bem, muitos mimos, mais ainda, e nos próximos tempos a minha vida será uma esquerda de acontecimentos. Unbreak my arm, say you love again……