Cat

Se eu cantasse gostaria de cantar como a Cat Power. Melhor, se eu pudesse escolher, de todos os músicos do mundo, como gostaria de cantar, seria como a Cat Power.
Vi-a em 2008, no Coliseu, num camarote de frente para o palco. Com duas amigas da minha vida. Numa noite da história da minha vida. Chovia a potes e cheguei a casa completamente encharcada. E fiquei apaixonada. Ouvi até não me cansar todos os discos. Ouvi em repeat o seu cover do Wonderwall (Oasis) numa viagem de comboio Londres-Manchester, que fiz sozinha para ir ver Leonard Cohen na Opera House. Prefiro-o ao original. Adoro a voz e o jeito descomprometido. Sempre disse que nunca meteria os pés no Super Bock Super Rock, mas acho que vai ter que ser ❤

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Vaya con Dios em Lisboa

Começo por dizer que a culpa é toda minha.
Eu já ia com as expectativas baixas.
Gosto, gostava muito de os ouvir. Na década de 90 bombaram no meu leitor de CD.
Ultimamente, voltei a ouvi-los (há coisas inexplicáveis, coincidências desta vida).
Gosto de arranjar atividades e entreténs. Um concerto numa sexta à noite não me pareceu nada mal.
Ainda para mais o concerto de Lisboa fazia parte da tourné de despedida. Nunca mais os poderia ver ao vivo.
E os bilhetes comprados à última da hora, surpreendentemente, deram dois lugares bem bons. E o Campo Pequeno estava cheio.

VayaConDios1

VayaconDios2

Mas, saímos a meio. O espectáculo estava morno, lento… Era bom, mas não satisfez. Boa, mas pouca voz de Dani Klein.

Tom Waits map

Tenho vários homens da minha vida. Tom Waits é um deles. Já fui a Dublin, de propósito para o ver em concerto, em 2008. Nesse mesmo ano, fui a Manchester ver Leonard Cohen, na linda Opera House. Mas é de Waits que quero falar. Chovia, meu Deus!, fiz quilómetros a pé para voltar ao Centro. Mas valeu todos os minutos, um verdadeiro actor no seu mega palco. Um concerto memorável, um belo episódio da minha vida.

Hoje, um amigo enviou-me o mapa de Tom Waits, uma viagem ao mundo através das suas canções, que conheço tão bem.
Boa viagem!

SilviaWaits

Se existiam dúvidas, a prova 😛

Disco

Nirvana

Olhando assim para trás, nunca fui de grandes ídolos, de correr atrás – acho eu, agora -, mas guardo o dia da morte de Kurt Cobain. Chorei, chorámos as duas – a minha amiga, então, é que não é mulher de chorar por desconhecidos -, em plena redação do Diário Económico, ainda na Almirante Reis.

Uns anos depois, fomos ao Santiago Alquimista, a um tributo aos Nirvana, e cantámos e descabelamo-nos.

E lembro-me de como sempre curti o grunge e como ainda hoje, se pudesse, andava sempre nessa onda.

Passaram 20 anos e o bebé da capa do disco – um dos discos da minha vida – cresceu. Já é maior de idade.