Cat

Se eu cantasse gostaria de cantar como a Cat Power. Melhor, se eu pudesse escolher, de todos os músicos do mundo, como gostaria de cantar, seria como a Cat Power.
Vi-a em 2008, no Coliseu, num camarote de frente para o palco. Com duas amigas da minha vida. Numa noite da história da minha vida. Chovia a potes e cheguei a casa completamente encharcada. E fiquei apaixonada. Ouvi até não me cansar todos os discos. Ouvi em repeat o seu cover do Wonderwall (Oasis) numa viagem de comboio Londres-Manchester, que fiz sozinha para ir ver Leonard Cohen na Opera House. Prefiro-o ao original. Adoro a voz e o jeito descomprometido. Sempre disse que nunca meteria os pés no Super Bock Super Rock, mas acho que vai ter que ser ❤

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20 elefantes na Pont des Arts

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Já não vou a Paris há muitos, muitos anos. O avião parte demasiadas vezes para Londres. E ainda bem. Em junho, lá estaremos outra vez. Mas, há uns dias, calhou em conversa “E se fossemos a Paris?!”. E agora leio esta notícia sobre a campanha para acabar com a tradição dos cadeados do amor na Pont des Arts. Eu passei por lá, não prendi nenhum cadeado às grades da ponte, nem atirei a chave ao Sena, mas lembro-me tão bem de ter ficado impressionada com a quantidade imensa de promessas de amores eternos feitas em Paris. Segundo o britânico The Guardian, são cerca de 700 mil cadeados, 93 toneladas, mais ou menos o peso de 20 elefantes. Isto numa ponte construída em 1804 para pedestres. Faz sentido o apelo das autoridades para que os enamorados adiram aos cadeados virtuais, os love locks, mas não tem a mesma piada… ❤

Sunflowers

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Ao mesmo tempo que este Governo entrega 85 quadros do Miró à Christie’s para venda em leilão (oh, meu Deus, que não aguento esta fúria de vender tudo o que mexe, santa ignorância!), sei que dois dos cinco Sunflowers de Vang Gogh vão ser expostos, lado a lado, no National Gallery, em Londres.

Já os vi, aos dois, em separado. Um no National Gallery, outro no Museu Van Gogh, em Amesterdão (os outros três estão espalhados por Munique, Tóquio e Filadélfia), e os Girassóis é dos quadros que mais gosto. Aliás, Van Gogh, é dos meus pintores preferidos, tanto que até o tatuei no braço. Em Londres, para olhar e comparar, a partir de 25 deste mês.

Almofadas

Almofadas

Quem por aqui passa com alguma regularidade, talvez já se tenha dado conta da importância que dou ao assunto almofada. Pois, depois deste verão, sou obrigada a voltar ao tema, isto porque passei duas noites absolutamente maravilhosas, neste hotel.

Ao entrar no quarto, fixei-me na cama, depois nos quatro almofadões e a seguir numas placas presas em fitas que embrulhavam apenas dois. Uma das placas dizia soft, a outra firm. Eu sou mais dada às moles. Experimentei as duas e as combinações possíveis. A decisão tomada foi a almofada mais rija por baixo e a mais fofa por cima. A inclinação e a consistência perfeitas. Aquele afundar lento, mesmo como eu gosto.

Nunca fiz uma busca intensa, nunca me dediquei à causa, mas a verdade é que nunca vi almofadas assim nos Ikeas desta vida. Qualquer dia perco a vergonha e no checkout peço para trazer a almofada.

Back II

Gosto sempre de voltar, de chegar a casa, dos reencontros, de matar as saudades e dos mimos guardados.
De Londres, trago mais energia para voltar ao dia-a-dia com mais power.
Hoje, foi ainda dia para um necessário detox. Back to reality 🙂

O último dia foi para Borough Market e para um banho de gente na Tate e em Convent Garden, para comer o meu bolo preferido – carrot cake -, para almoçar no franchising do Jamie Oliver, para cheirar os amendoins na Millennium Bridge, para encher os sentidos até à próxima ida à minha Londres.

Desta vez, também consegui espalhar-me à grande, numa das minhas corridas matinais que me aliviavam a consciência das calorias consumidas. Tenho os joelhos de uma miúda e voltei a sentir aquele desamparo dos segundos de queda em câmara lenta.

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(Pastéis de nata e outras iguarias tugas no Borough Market. Cada a uma libra e meia, ou seja, quase dois euros…)

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😛

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