Eu comi chicharada e gostei

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Serpão, açaflor, feijoca, chícharo, lódão, erva do calhau ou ossama. Sabe o que são? Produtos alimentares de origem vegetal, sabores, cheiros e texturas esquecidos, que a nova marca Otoctone redescobriu e quer trazer de volta para a mesa dos portugueses.

A Otoctone, fundada pelo gestor Álvaro Dias, “pretende dar a conhecer experiências gastronómicas que caíram no esquecimento. Identifica produtos que vêm de zonas como os Açores, Beira Alta ou Alentejo.

A ideia deste professor de marketing é ir às raízes gastronómicas de cada região, em Portugal e no estrangeiro, e valorizar os produtos autóctones, colocando-os ao dispor de todos que os queiram consumir.

Os chícharos, por exemplo, são uma leguminosa típica da serra de Sicó. Hoje, o seu consumo é muito reduzido, mas, no passado, foi muito importante na dieta alimentar, já que o seu cultivo é pouco exigente em água. [Eu provei e posso garantir que é muito saboroso]. Uma embalagem de 200 gramas custa seis euros. Aqui, pode encontrar uma receita de chicharada.

Numa primeira fase, o portefólio é exclusivamente de produtos portugueses, mas a ideia é completar a oferta com mais produtos de origem africana e brasileira. A Otoctone já prevê a abertura de uma filial no Brasil para facilitar a entrada dos produtos neste mercado.

Os produtos da Otoctone estão à venda em embalagens que variam entre os seis e os 200 gramas e podem ser encontrados em distribuidores selecionados, ou então também podem ser comprados através da loja online da marca.

Hábitos ao almoço

WWII Post War Japan

Aqui no jornal existe uma zona, ou melhor, duas salas cheias de micro ondas com TV aos berros, para as pessoas almoçarem, mas eu sempre preferi fazê-lo na minha secretária. Primeiro, por exigências de um site que não para, depois porque passou a ser mais agradável a tranquilidade do meu momento com a minha lancheira.

Considerando que sou dos que amam tudo spicy e que caril é mesmo o meu middle name, por vezes as minhas saborosas refeições criam um certo ambiente na redação. Ups… A The Atlantic conta que cerca de um terço dos norte-americanos faz como eu (imitadores!) e que a regra número um é mesmo não ter vergonha. Check!

Ora, leiam aqui o manual de instruções para uma decisão difícil. 😛

Estrelas II

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Os chefs Miguel Laffan e Joachim Koerper, dos restaurantes L’And e Eleven, respetivamente, realizam no próximo dia 22 o segundo jantar de comemoração das boas notícias do último Guia Michelin.

Laffan estreou-se nas andanças das estrelas e recebeu a sua primeira estrela Michelin, a primeira para o Alentejo. Koerper recuperou a sua estrela para o Eleven.

Assim, depois de um primeiro jantar, onde a estrela do Eleven foi o chef do L’And, agora é a vez de Miguel Laffan receber a carta de Joachim Koerper.

Sábado, dia 22, a cozinha de Laffan no L’And, o restaurante do resort de luxo L’And Vineyards, em Montemor-o-Novo, será ocupada pelo chef do restaurante Eleven.

Por 70 euros por pessoa, poderá deliciar-se com as seguintes especialidades: Atum, vieira, manga e vinagreta de ostras fumado, caldo verde com lagostim e foie-gras, robalo com seus raviólis e molho de crustáceos, porco raça alentejana “atrás das trufas” e triologia de mousses de citrinos.

Bon appétit 🙂

Uma garfada de cada vez

Hoje voltei a esta grande Farmácia
Entendem-me?!

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Passou um ano. Precisamente. E percebi que a minha adaptação a isto de partilhar espaço e vida com um homem se tornou bem mais simples. Deixa a garrafa do azeite aberta, eu a seguir tapo, não baixa (raramente) o tampo da sanita, eu depois baixo, deixa as gavetas da roupa abertas, se passo por lá, fecho-as eu, não faz mal. E nem digo nada. Só saio a ganhar.

Primeiro, porque assim não me chateio, não gosto de repreender (muito menos de ser repreendida). E eu valorizo mesmo quando as coisas aparecem feitas sem ter que me queixar, como se fosse tudo perfeito. Segundo, fico com créditos. E só eu sei (e quem vive comigo) como sou perita em não fechar o saco do pão, até o dito ficar em pedra de seco, ou em deixar o meu montinho de roupa ao fundo da cama, mesmo do lado dele. E, por último, ganho toda a sua boa vontade para fazer tudo por mim quando é verdadeiramente preciso.

Por exemplo, sempre detestei sentar-me à mesa para almoçar ou jantar. Só de pensar, perco a fome. O meu estilo sempre foi o de servir um prato (se for uma tigela daquelas para comer cereais, tanto melhor) e abancar no sofá, literalmente a pastar. O paraíso, então, é não servir mesmo nada e depois ir picando do seu prato, até me apetecer. Pronto, admito, que isso não é para qualquer um, mas hoje, passado um ano, já é uma realidade na nossa vida. Chegámos a um ponto tal em que, antes de preparar a sua própria tosta já me pergunta se prefiro presunto ou fiambre. Outra coisa: nos últimos 43 dias tenho vivido só com um braço, aliás, sem o braço direito, e posso dizer que nem uma vez bufou quando teve que preparar a minha papaia, ou as minhas papas de aveia com banana e borrifadelas de canela para o meu pequeno-almoço.

Acredito que a minha vida é tanto mais fácil quanto mais eu lhe facilitar a vida a ele. Parece simples, mas não é. Experimentem chegar ao final do dia, refastelarem-se no sofá e ignorarem aquele zumbido do Real Racing 3 mesmo atrás da vossa cabeça.

Ainda o Natal

O Natal passou-se muito bem, com muito amor, que é o que importa, com muitas gargalhadas, que fazem tão bem, e muita comida, o que sabe tão bem, mas traz o problema de não saber como vou caber no vestido da passagem do ano. Precisava de uma receita para perder três quilos em cinco dias, sem ter que fechar a boca, porque o rastro de consoada lá por casa é inexplicável.

Mais estes dois dias e começo a comemorar o final de um ano maravilhoso. 2013 ficará na minha história como um dos melhores anos da minha vida e a verdade é que o que peço para o próximo não é mais do que o que tive neste. Pode ser só igual que já é muuuuuito bom!

Aqui fica o peru de Natal, uma estreia absoluta, inspirada na receita da Joana Roque, que não sabe, mas tornou-se no meu livro de receitas ambulante.

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